Demanda por Habitações Imprimir

 

Apesar do comportamento do mercado imobiliário nacional exigir mais do que o acompanhamento de variáveis sócio-econômicas para seu completo entendimento, a origem da demanda por habitações no Brasil pode ser compreendida através do estudo de alguns indicadores sociais: (I) taxa de crescimento da população, (II) parcela de jovens na população, (III) número de pessoas por moradias, (IV) déficit habitacional.

 

Taxa de crescimento da população

À medida que a população cresce, aumenta a demanda por habitações. A população brasileira continua crescendo a uma velocidade relativamente alta, porém a taxas cada vez menores em função da entrada da mulher no mercado de trabalho e da popularização dos métodos anticoncepcionais, segundo o IBGE. Em 2007 a população era de 189,1 milhões de habitantes, com cerca de 60,3 milhões de famílias residentes em domicílios particulares, segundo o PNAD. A estimativa do IBGE para 2050 é que chegue a 260 milhões, a uma taxa composta média esperada de 0,77% ao ano de crescimento. Atualmente a população tem crescido a uma taxa de 1,5% ao ano.

Parcela de jovens na população

O alto percentual de jovens na população (15 a 29 anos), apesar de menor que nos anos anteriores, ainda é elevado, situando-se em 28% ou cerca de 54 milhões de pessoas, em 2009, de acordo com o Ministério da Saúde. À medida que a parcela jovem da população cresce, o fator coabitação decresce, gerando desta forma uma demanda maior por moradias. Considerando os dados acima o Brasil é representado por uma maioria jovem da população, assim nossa expectativa para expansão dos nossos negócios baseia-se nessa parcela da população que no futuro irá demandar mais moradias. Segundo estimativa do IBGE, em 2030 o Brasil deverá ter 36,1% de sua população com idade entre 25 e 49 anos, que é uma faixa com alto potencial de aquisição de imóveis.

Número médio de pessoas por moradia

O número médio de pessoas por moradia vem decrescendo no país, tendo atingido, em 2007, 3,1 pessoas por família residente em domicílio particular, em função (i) da redução da taxa de fecundidade das mulheres, com a conseqüente redução do tamanho médio das famílias, conforme dados do IBGE, e (ii) do aumento do número de pessoas que deixam de coabitar e buscam novas habitações.

Déficit Habitacional

Como as condições necessárias para que esta demanda existente fosse convertida em mercado eram frágeis, desenvolveu-se no país um déficit habitacional. A Companhia acredita que este déficit será um dos principais fatores para a expansão do mercado imobiliário residencial de baixa e média renda no país.